2018 será um divisor de águas para o Brasil

Por Eduardo Cesar Leite

‘O Brasil precisa ser passado a limpo’. Certamente você já ouviu ou leu essa frase em algum momento. Estamos sendo bombardeados com notícias sobre corrupção, falta de ética e desvios de conduta que envolvem quase todos os partidos. As famílias brasileiras estão vivendo verdadeiros ‘holocaustos’, a ponto de deixarem a terra pátria para tentarem uma nova vida no exterior.

O que observo é que os brasileiros não vão querer insistir muito mais em ajustes de ordem fiscal ou trabalhista. O ambiente é de tensão e estresse social, já que teremos eleições nesse ano de 2018. Por isso, aumentou significativamente a procura por imóveis e cidadanias no exterior. A Receita Federal, em São Paulo, registrou um aumento de 8% no número de brasileiros que deixaram o país em 2016.

As opções favoritas tem sido Portugal e Estados Unidos, em virtude da qualidade de vida, segurança e ganhos em moedas mais fortes que a do Brasil. Esses mercados imobiliários apresentam franca expansão. Entre 2015 e 2016, os brasileiros investiram U$$ 1,7 bilhão nos Estados Unidos. Os dados são da National Association of Realtors. Os imóveis em Portugal apresentam elevações acima da média de toda Europa. Nos últimos 12 meses, a alta dos imóveis em média foi de 5,6%. O valor do metro quadrado é de € 1.141. O fluxo de saída de brasileiros faz com que haja no país, uma fuga de investimentos que no médio prazo provocará efeitos avassaladores no âmbitos econômico e social. Além disso, as incertezas sobre quem efetivamente disputará a vaga no Planalto deixam o mercado apreensivo. A tendência é que os eleitores que forem para as urnas escolham postulantes com caráter populista. Temos que ter uma candidatura que represente o povo brasileiro e não pequenos grupos.

Caro internauta, pense em uma coisa: político corrupto interessa apenas para quem tem dinheiro para corromper. A classe média e os assalariados não tem dinheiro para tal, ou aqueles pouquíssimos que tem estão optando por novos ares. O resgate do equilíbrio fiscal é essencial para manter a sustentabilidade do crescimento econômico, com taxa de juro baixa e inflação dentro da meta. De acordo com Banco Central, o PIB de 2018 deverá ser de 2,2%. A taxa Selic será de 7% e a inflação pode chegar a 4,3%.

Cada cidadão deve estudar de forma incisiva o melhor presidente a ser votado ou sofreremos com a irresponsabilidade do voto incorreto. O Brasil terá a oportunidade, esse ano, de deixar de ser um país infrator para tornar-se social. Por isso, precisamos fazer a melhor escolha.

A política é a ferramenta da transformação da realidade, por isso, caberá a cada um de nós contribuir para um futuro mais transparente, ético e harmônico. É legítimo o desejo de mudança, porém, precisa ser uma regra e não uma exceção.

Precisamos construir a casa em um terreno plano de terra firme e não em local incerto com inúmeras imperfeições.

Eduardo Cesar Leite, diretor da SS Profit Investments, advogado, criminólogo e vitimólogo